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Equipe Alvorada - Equipe Alvorada Atualizado em 20/08/2026

Neurologia

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Enxaqueca crônica com aura: sintomas, riscos e controle

Entenda a enxaqueca crônica com aura, os seus principais sintomas, gatilhos e opções de tratamento preventivo. Veja estratégias para controlar as crises

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enxaqueca crônica com aura​

A enxaqueca crônica com aura causa dor recorrente e sintomas neurológicos; a aura pode provocar alterações visuais, formigamento e falhas na fala

Começa assim: você está lendo um texto e, de repente, pequenos pontos brilhantes ou linhas em zigue-zague surgem no canto do campo visual. Minutos depois, uma leve dormência tem início na ponta dos dedos e sobe pelo braço, anunciando que uma crise intensa de dor está a caminho.

Para quem convive com a enxaqueca crônica com aura, essa sequência de eventos neurológicos impõe pausas forçadas na rotina. A condição vai além de uma simples dor de cabeça e exige manejo clínico direcionado para restabelecer a rotina do paciente.

De acordo com a Associação Paulista de Medicina (APM), com informações da Global Burden of Disease, da revista Lancet, mais de 31 milhões de brasileiros têm enxaqueca. A disfunção é mais prevalente em mulheres em idade reprodutiva.

O acompanhamento especializado é importante para identificar os gatilhos, diferenciar os sintomas de outros eventos neurológicos e definir estratégias para reduzir a frequência e a intensidade das crises.

Nesses casos, é importante contar com especialistas, como neurologistas. O Hospital Alvorada conta com profissionais qualificados que podem realizar a avaliação, estabelecer o diagnóstico e acompanhar o tratamento de forma individualizada.

Ele possui duas unidades: Moema e Brasília.

O Hospital Alvorada Brasília está localizado na SEPS EQ 710/910, Conj. B, Asa Sul. Já o Hospital Alvorada Moema em São Paulo, av. Ministro Gabriel de Resende Passos, 550.

Para agendar o seu atendimento, confira as informações a seguir:

  • unidade Moema: (11) 3003-2591 ou pelo WhatsApp
  • unidade Brasília: (61) 3003-2598 ou veja mais opções de contato através do fale conosco

O que caracteriza a enxaqueca crônica com aura?

A enxaqueca é classificada como crônica quando o paciente apresenta cefaleia por 15 dias ou mais durante o mês, por um período igual ou superior a três meses. Desse total de dias, pelo menos oito precisam cumprir os critérios clínicos típicos da enxaqueca.

A definição é apontada por um pesquisa divulgada na USP (2019), de acordo com o que diz a Sociedade Internacional de cefaleias. A presença da aura acrescenta uma manifestação neurológica focal ao quadro primário.

A aura decorre de uma onda passageira de atividade elétrica e vascular que percorre a superfície do córtex cerebral. Esse fenômeno fisiológico altera temporariamente a forma como o cérebro processa os estímulos dos sentidos, gerando sintomas focais reversíveis.

A Organização Mundial da Saúde classifica a enxaqueca crônica entre as doenças mais incapacitantes do mundo, o que reforça a necessidade de acompanhamento especializado.

Quais são os principais sintomas da fase de aura?

Na maioria dos casos, as manifestações visuais e as sensações de formigamento evoluem de forma gradual minutos antes do início da dor de cabeça.

A visão costuma ser o sentido mais afetado, embora outras vias neurológicas também possam participar do processo. Veja mais detalhes sobre os sintomas a seguir:

  • aura visual: moscas volantes, pontos brilhantes, pontos pretos e padrões em ziguezague em movimento
  • aura sensorial: formigamento e dormência, que muitas vezes se espalham pela mão, braço, rosto, lábios e língua
  • aura de linguagem/fala: dificuldade em pronunciar certas palavras

Esses sinais causam apreensão, principalmente nos primeiros episódios. Por essa razão, descrever detalhadamente as características da crise ao neurologista ajuda a diferenciar a aura de outros eventos neurológicos agudos, permitindo fechar um diagnóstico correto.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia, ao menos uma aura acontece em um dos lados do corpo. Além disso, ela pode começar ou não com a dor de cabeça e tem uma duração bastante variável. Cada aura pode durar entre 5 a 60 minutos.

Quais fatores atuam como gatilhos para as crises?

A frequência dos episódios tem relação direta com oscilações biológicas e ambientais que alteram o equilíbrio do sistema nervoso central.

Cada pessoa apresenta sensibilidades específicas, o que torna o registro diário das crises uma ferramenta útil para mapear gatilhos. Entre os fatores relatados estão mudanças hormonais, noites mal dormidas e estresse emocional agudo.

A ingestão alimentar e os fatores ambientais também participam desse mecanismo de ativação. A desidratação, o consumo elevado de cafeína, bebidas alcoólicas e ambientes com luzes intermitentes ou odores fortes podem desencadear a dor. Variações bruscas na oxigenação do organismo, como a falta passageira de oxigênio nos tecidos, também são capazes de deflagrar crises de enxaqueca acompanhadas de pontos visuais brilhantes.

Qual é o risco de eventos vasculares associados?

A associação entre a enxaqueca com aura e o aumento do risco de doenças cardiovasculares foi relatada em um artigo publicado na JAMA (2020). Os estudos clínicos indicaram uma probabilidade maior de ocorrência de acidente vascular cerebral nas mulheres estudadas.

Diante desse cenário, a escolha do método contraceptivo requer avaliação detalhada. O uso de contraceptivos hormonais combinados por mulheres com aura aumenta o risco de complicações como o AVC e infarto do miocárdio, afirma a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

O risco é aumentado de 2 a 3 vezes, a depender da paciente, por causa do estrogênio. Por isso, a orientação médica da Febrasgo indica a preferência por alternativas contraceptivas não hormonais. A prescrição de métodos anticoncepcionais hormonais combinados é contraindicada, independentemente da via de administração.

Como funciona o tratamento preventivo e o controle da dor?

O manejo da enxaqueca crônica prioriza a prevenção diária em vez do uso frequente de analgésicos. Como pessoas com aura respondem de forma distinta a certas classes de medicamentos em comparação com quem tem enxaqueca sem aura, a profilaxia precisa ser personalizada.

Medicamentos contínuos, como anticonvulsivantes neuromoduladores e betabloqueadores, atuam diretamente na redução da excitabilidade neuronal.

Para quadros mais resistentes, terapias avançadas oferecem opções eficazes de controle. Os anticorpos monoclonais, desenvolvidos especificamente para inibir a via dolorosa do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina, mostram boa resposta profilática.

A aplicação periódica de toxina botulínica em pontos craniofaciais específicos também integra o arsenal terapêutico preventivo para a forma crônica.

Quando é necessário procurar atendimento de emergência?

Embora a aura possa ocorrer em pacientes diagnosticados, modificações no padrão usual do quadro exigem atendimento médico. Procure assistência se o episódio neurológico durar mais de 60 minutos ininterruptos ou apresentar início repentino, sem a progressão gradual característica.

O primeiro episódio de sintomas neurológicos semelhantes à aura após os 50 anos também requer investigação detalhada. Sinais de alarme adicionais justificam a ida ao pronto-socorro para afastar diagnósticos graves como um acidente vascular cerebral.

Busque suporte de emergência caso a dor venha acompanhada de perda de força em um dos lados do corpo, confusão mental intensa ou perda de consciência. Uma avaliação clínica rápida ajuda a descartar complicações e assegura o tratamento adequado.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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